terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Projeto dieta fashion

   Já faz algum tempo que a questão do excesso de consumo, da obsolescência das coisas e o lixo que deixamos no mundo vem me incomodando. Principalmente quando olho para mim, penso e repenso meus hábitos sei que me encaixo na categoria de consumidora de moda e a moda como bem sabemos nos exige uma constante repaginação e nos leva sempre a consumir mais. Mas por que não podemos manter o estilo sem aproveitar o velho?

   Como resolver a contradição do incômodo com o excesso de consumo e um desejo de me vestir bem? Será que posso vestir o que gosto e ao mesmo tempo ter mais consciência?
 
   Pensando nisso tudo surgiu a ideia de fazer um dieta fashion, como muitas que vi por aí mas pensei numa dieta um pouco diferente.A ideia inicial era passar um ano comprando o mínimo possível, pois não sei se consigo ficar um ano sem comprar nada(o que é algo importante para pensar). No mês de janeiro, aproveitei para dar uma limpada no armário, separar peças que não cabem ou que não uso mais, visitar minhas tias e pegar as peças que estavam encostadas nos armários delas. Juntei tudo, marquei um encontro com as amigas e fizemos um grande troca troca de roupas e o resultado é que acabei ficando com um armário repleto de peças legais e diferentes das que eu tinha antes. Um armário novo e sem gastar um tostão e de quebra ainda tivemos desculpa para fazer um encontro bem legal.

Além das roupas trocamos bijuterias, inclusive algumas quebradas que eu guardei para criar peças novas. Nessa brincadeira acabei ficando com materiais bem interessantes, verdadeiros desafios criativos.
pulseiras que eram da minha tia, algumas estão até arrebentadas.

olha quanta coisa bonita saiu de cordões que estavam encostados nos armário.
peças antigas e novas prontas para serem transformadas.

    Eis que tudo arrumado começa agora o projeto, a ideia é compartilhar as fotos dos looks que consegui montar nesse meu novo armário cheio de novidades que não são tão novas assim. Será que eu consigo?
Para começar coloco a foto da com aquele que espero que seja minha última aquisição de roupas por um bom tempo: um vestido de bolinhas comprado na feirinha de Itaipava.
vestido da feirinha de Itaipava e o melhor acessório de todos: o Sr. Cutão!

colar lindo da Fios e Atavios e brinco feito por mim para completar o visual.

E vocês o que acham do desafio? Alguém topa fazer algo assim?


sábado, 21 de fevereiro de 2015

Carnaval feito a mão

Não sou fã de carnaval e geralmente fujo dos blocos mas todo ano comemoramos o carnaval na escola, fazemos bloco, os estudantes tocam, usam fantasias e se divertem. Esse ano não foi diferente e como sempre fiz minha fantasia aproveitando materiais que tinha em casa. A fantasia foi de branca de neve, apelido que ganhei da turma de sexto ano.
Para a fantasia usei uma blusa azul que estava encostada no armário, fiz um arco com uma fita vermelha que veio em um presente e usei uma saia que já tinha. A costura foi obra da minha mãe, tudo rápido, prático e sem gastar dinheiro.


inspiração veio do pinterest
blusa azul com fita amarela no meio e babados na manga.

achei que faltava alguma coisa: coloca uma golinha peter pan na blusa!

depois de pronta

 mais inspiração no pinterest: cabelo e maquiagem!


Resultado final com professoras queridas. Ainda fiz um broche de maçã para a gola, detalhe pequeno.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Leituras de Janeiro:

Janeiro foi meu mês dedicado ao estudo e a leitura e o resultado foram mais de 10 livros lidos, alguns de estudo e outros para distrair a cabeça. Abaixo segue a lista dos literários
Desses tiveram os bons e os excelentes. Sério, janeiro foi uma mês iluminado para leitura, vários me emocionaram e 2 não me deixaram dormir. Vamos a eles:

1- The Dry grass of August: Anna Jean Mayew


O livro conta a história da relação entre uma adolescente e sua empregada negra no sul dos Eua durante os anos 50. Pelo o olhar da menina começamos a perceber as contradições de uma sociedade que era discriminatória mas onde as mulheres negras criavam as crianças brancas. O que chama a atenção é a relação difícil da menina com sua mãe que estava muito mais preocupada com as aparências do que com o que era certo. 
Gostei bastante e me surpreendeu.

2- I Shall Be Near You:

 Rosseta se casa durante a guerra civil dos Eua e acostumada a ajudar o pai na fazenda e a fazer serviços que não eram para mulheres ela decide se vestir de soldado para acompanhar o marido no front de batalha.
Esse livro foi escrito com base em cartas de diversar mulheres reais, que como Rosseta também optaram por seguir seus maridos em batalha.
A história é linda e emocionante, fala sobre o papel da mulher na sociedade machista e sobre fazer o que é certo mesmo quando todos estão errados. Li em dois dias e me debulhei em lágrimas ao longo de todo o livro. Me identifiquei com Rosseta.

3- Good Night Mr. Holmes
 Nos textos de Conan Doyle aparece uma mulher que é uma das poucas pessoas capazes de surpreender o melhor detetive de todos os tempos, essa mulher é Irene Adler. O livro então explora as aventuras da detetive Irene Adler que as vezes cruza o caminho com o Sr. Holmes.
Muito bom

4- Touched:
 O mais fraquinho de todos e confesso que as vezes achei a narrativa confusa, apesar de ter uma premissa boa.
Marnie é uma sensitiva que ajuda a polícia em investigações e além disso ela também toma conta de um vampiro, o que a mídia chama de babás diurnas.
Como disse a premissa é boa mas a história se perde com discussões bobas.

5- Finding Rebecca:
 Até onde você iria para proteger o seu grande amor? Quando Rebecca é mandada para os campos de concentração durante a 2ª Guerra, Christopher, um contador alemão resolve se alistar para trabalhar em Auschwitz , na esperança de encontrar Rebecca. Porém, lá ele entra em contato com o dinheiro roubado dos judeus e através de manobras bastante arriscadas ele resolve usar esse dinheiro para tentar comprar vidas. Apesar de não encontrar Rebecca, aos poucos Christopher inicia um trabalho arriscado para salvar pessoas. Lindo demais.

6- The Illusion of Separateness:
 Esse livro foi minha grande surpresa, comprei em uma promoção da Amazon, gostei da sinopse mas não imaginei o que tinha nas mãos, histórias de pessoas que aparentemente não se conhecem mas que estão ligadas por uma série de fios tênues. Lindo demais.

7- Croak
 Esse livro é para dar boas risadas, imaginem uma cidade formada por pessoas cuja missão é coletar a alma dos mortos para que esses entrem na outra vida.
Lex, uma adolescente de 16 anos que esta passando por uma fase ruim(isso inclui quebrar alguns braços e narizes) é mandada para a fazenda de seu tio Mort para passar o verão. Só que seu tio não é fazendeiro e a proposta de trabalho que ele tem para ela não envolve ordenhar vacas.
O que dizer: boas risadas.

8- After Life:
 Em uma noite de tempestade Mara é acordada por seu irmão de 4 anos, ele pede para dormir com ela pois foi uma noite como essa que ele morreu. Mara aos poucos vai descobrindo que os detalhes informados pelo menino são reais demais e que realmente há 15 anos atrás três crianças foram assassinadas pelo pai.
Para ajudar o irmão Mara resolve investigar o caso.
Esse livro é assustador!!! Quase fiquei sem dormir e ele te prende até o fim.

 9- Howl´s Moving Castle:
 Queria muito ler esse livro pois já conhecia a história, ela foi transformada em animação pelo Miasaki e só descobri que era um livro no ano passado. Lindo, recomendo o livro e animação.
Shopia é amaldiçoada por uma bruxa e a menina se vê no corpo de uma velha, procurando se livrar da maldição ela vai em busca do mago Howl, o mais temido e poderoso de todos. Ela então se torna empregada do mago.
Um conto de fadas para os que acreditam em contos de fadas.

10- The Lions of Little Rock
 
Marlee é uma menina tímida e quase não tem amigos,  até que ela conhece Liz a menina nova da escola que não tem medo de ninguém. As duas se tornam amigas e Liz começa a ajudar Marlee a superar sua timidez. Porém um dia a escola é povoada pelo boato de que Liz não seria branca, que ela seria de uma família negra e estaria fingindo ser branca para poder estudar em uma escola melhor.
A história se baseia nos fatos reais pois a cidade de Little Rock foi palco de muitas lutas pela integração racial nas escolas. O livro explora esse período. Muito bom

Que venham as leituras de fevereiro

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Coisinhas de janeiro


   Como não poderia deixar de ser além de estudar aproveitei janeiro para produzir. Bem menos do que gostaria mas já é alguma coisa. A inspiração continua sendo dos livros e filmes.
Para deixar tudo ainda mais lindo recebi um pacote que esperava há muito tempo: minhas letrinhas! agora tenho contas de letras e inspirações infinitas. As primeiras já viraram pulseiras inspiradas em Alice e Harry Potter.

 reciclagem de potinho. Uma casa das fadas

 Lumus/Nox
 We are all mad hereI
 raposas...
 Alice


 Edward
Livros, muitos livros.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Diário da Dieta: 1 semana

 

 Hoje realizei minha primeira pesagem da volta da dieta, perdi 500 gr. Meio quilo é bastante coisa mas é fruto da primeira semana onde geralmente acontece a perda maior de peso.
   Mantive o diário da alimentação e anotei tudo que comia. Deixei os pontos extra para gastar no fim de semana. Tenho direito a 49 por semana, que é bastante coisa. Podemos distribuir esses pontos por dia, o que dá uns 7. Porém nunca consigo usar 7 a mais por dia, pra mim não faz falta.
(essa foto é da internet)

      No domingo teve evento aqui no RJ, o food truck no planetário. Tinha combinado de ir com duas amigas então acordei cedo, tomei um bom café, com bastante frutas, leite e torrada e deixei para almoçar lá. A pedida foi um hambúrguer delicioso, água para beber e de sobremesa dividi uma porção de mini churros com calda de pistache, doce de leite e chocolate. Uma delícia, provei comida diferente e ainda me mantive na dieta.
Ainda por cima passei uma tarde diferente, sentada na grama do planetário e colocando o papo em dia. Muito bom


A molho de pistache era o mais diferente.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Das memórias da família: as histórias da minha avó.

   Tenho passado minhas férias estudando e lendo muito para o doutorado e como já falei aqui eu pesquiso as memórias da infância. Trabalho com as narrativas que meus estudantes fazem em algumas oficinas. Com isso, o tema das memórias invadiu minha vida e agora dei para catar histórias, fazer perguntas e anotar. Estou quase andando por aí com o meu gravador pedindo entrevista para as pessoas, parentes avós e conhecidos. Fico escutando as histórias dos outros e pedindo licença para poder recontar.

Essa caixa era da minha bisa, onde guardava fotos e materiais de costura. Herdei e hoje ela enfeita minha casa e guarda minhas lembranças.

 Dessas histórias/memórias eu sou apaixonada pelas da minha avó. Vovó Lucy é um dos grandes exemplos da minha vida, uma das muitas mulheres guerreiras que estão aí pelo mundo. Ela, hoje com 85 anos, não é dada a recordações, não gosta de lembrar, diz que precisa viver com a cabeça no presente, se não vai ficar velha.  Para evitar de ficar velha vovó lê muito, viaja sempre que pode, vê filmes, seriados(inclusive Dr.Who), lê jornal e revista e sabe de tudo. Nossa família chama ela de Google. Vovó não faz crochê e nem costura, mas adora pintar aquarelas e de uns tempos pra cá minha mãe andou emoldurando algumas para enfeitar a casa. Eu ainda não ganhei a minha mas estou esperando.

   Vovó então, como não gosta de lembrar quase não conta histórias do passado, essas saem quase a saca rolha. Dia desses ela me acompanhou ao médico e na volta pegamos um grande engarrafamento ali, paradas no trânsito ela perguntou sobre a tese. Queria saber que período histórico eu estava estudando. Ficou surpresa quando disse que não pesquisava história e sim memórias de infância.

    Aproveitei a deixa e pedi para elas algumas lembranças, alguns fragmentos. Perguntei como tinha virado médica(vovó é pediatra) lá em Belém do Pára, pois segundo ela havia muita ignorância onde ela nasceu. Ela desconversou, disse que virou médica porque queria saber das coisas. Acho que ela não entendeu minha curiosidade feminista, o que eu queria era saber como a família concordou dela estudar ao invés de casar. Acho que essa história vai ficar para outro dia.

     Ao invés disso ela me brindou com uma história sobre livros; Contou que perto da casa dela havia uma biblioteca particular onde os donos criaram uma espécie de cartão de sócio. A pessoa pagava uma mensalidade e podia pegar os livros emprestados. A biblioteca ficava no porão da casa e era vizinha da minha avó.

 Vovó era louca por livros e queria muito um cartão desses mas sua mãe proibiu. Disse que lá tinham livros que o padre não gostava. Um primo ficou com pena de vovó e fez um cartão para ela de presente.
 Minha avó então ia lá sempre escondida pegar livros emprestados que ela lia escondida da bisa. Essa se visse ela lendo dava logo uma bronca e mandava ela pegar uma agulha e fazer um trabalho útil, que isso de livro não levava a nada.

Segundo vovó a bisa nunca descobriu o cartão e ela pode ir pegando os livros que queria. Acredito que esses livros deviam ter um sabor de aventura, pois além de proibidos eram perigosos, aí da minha avó se a bisa visse, era surra na certa. Com bisa Felica ninguém brincava.
 
Adorei o fragmento e nele entendi um pouco o amor que minha avó tem pelos livros, amor esse que ela passou pra minha mãe e que eu herdei.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Voltando a dieta, o que funciona pra mim.

     Uma das metas de ano novo foi voltar a caber nas minhas roupas, pra mim elas são o melhor referencial de peso. Quando entro naquela de usar blusa folgada e short largo porque todo o resto aperta é que sei que preciso apertar a boca. Não estou falando de dietas radicais nem programas milagrosos. Esses não existem e eu nunca consegui seguir nenhum deles. O que funcionou e sempre funciona pra mim são os Vigilantes do Peso.

   
 O programa deles é bem antigo e o princípio é o da reeducação alimentar. Ou seja, olhar para você, ver o que esta levando a boca e tentar descobrir o que te faz engordar. O resto é controle e disciplina. Você tem uma pontuação diária para comer e o que eles chamam de pro pontos, que são pontos extras semanais pra poder comer aquele chocolate, o brigadeiro ou o sorvete. Como disse, a proposta deles é comer com moderação.

    Já fiz Vigilantes três vezes, e nas três vezes atingi minha meta e sempre que saí da meta voltei a procurar os vigilantes e tentar colocar tudo no lugar certo, ou no peso certo. A verdade é que minha briga com a balança vai ser eterna, pois sempre terei que controlar o que como. É importante é deixar claro que eu não sou gorda e nunca fui mas sempre tive que controlar o que comia. Falo isso porque muitas pessoas dizem que eu não sou gorda e, eu sei disso.  Não estou tentando me enquadrar em ideais de beleza ou me acho feia quando me olho no espelho.
O que acontece é que tenho um colesterol muito alto, sou baixinha e tenho histórico de obesidade na família, já perdi 1 avô e um tio avô por doenças de coração causadas pelo excesso de peso. Meu irmão era obeso mórbido e há três anos fez cirurgia bariátrica. Mudou de vida e hoje se exercita bastante. Mas até ele tomar essa decisão tínhamos muito medo dele morrer, chegou a ter duas internações por problemas cardíacos. Com tudo isso o peso é uma grande questão para mim.


     Hoje, sou o que eles chamam de associada vitalícia, pois como atingi a meta eu deveria pesar 1 vez por mês no Vigilantes. Essa pesagem é de graça, uma espécie de incentivo para manter o peso. Minha mãe, que é minha companheira de Viigilantes diz que o programa é uma espécie de alcóolicos anônimos para gordinhas. O fato é que sempre que mantive a pesagem mensal eu consegui manter o peso, quando por preguiça parei de fazer o jornal alimentar e me pesar eu engordei.
     Voltei para o programa, recomeçando do zero mas feliz pois sei que vai ser uma questão de tempo até perder peso. Minha meta são 51kg, no momento estou com 54,700KG, ou seja, tenho no mínimo uns 5 meses de controle pela frente, pois como preciso perder pouco a perda é muito lenta. Consigo perder cerca de 1kg por mês. Mas vale a pena pois no final meus vestidos que no momento me incomodam e apertam na barriga logo logo vão voltar a passear por aí.

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